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O Programa

Atualizado em 19/11/14 09:37.

     Recentemente, tem-se observado um acentuado processo de industrialização no Estado de Goiás. Dentre inúmeros fatores precursores deste processo, é possível destacar a degradação da infraestrutura social e urbana dos centros tradicionais de produção do País, a proximidade de matéria-prima, a posição estratégica para escoamento da produção e a disponibilidade de mão de obra que, aliados aos programas de incentivo criados pelo Governo do Estado de Goiás, fizeram com que grandes complexos industriais se instalassem no Estado.

       O setor industrial de maior crescimento no estado é o sucroalcooleiro, que, de acordo com a Secretaria do Planejamento do Estado de Goiás (SEPLAN), conta com 31 fábricas de açúcar e álcool em operação e 20 projetos para construção de novas plantas industriais, além da possível expansão das unidades existentes. Além disso, pesquisas da Superintendência de Pesquisa e Informação (SEPIN) apontam a consolidação de Goiás como novo polo brasileiro na atração de investimentos do segmento de álcool e açúcar, traduzindo em oportunidades de crescimento econômico para o Estado. Outro setor em evidência em Goiás é o de mineração, onde o Estado ocupa o terceiro lugar nacional na produção de bens minerais. O estado detém as maiores jazidas e produções brasileiras de níquel, cobalto, amianto crisólita e vermiculita, além do segundo plugar nacional na produção de fosfato, nióbio e ouro. Com essa diversificação, a indústria mineral de Goiás apresenta segmentos modernos e gestão similar às grandes corporações internacionais, ajustando-se ao cenário da economia global.

      Enumerando ainda possíveis demandas de crescimento industrial do Estado, cita-se a previsão da construção do Gasoduto da Unificação (GASUN) que atenderá aos anseios regionais com um gasoduto de transporte a partir de Mato Grosso do Sul, mais precisamente a partir da cidade de Mimoso, aproveitando melhor o gás natural boliviano. O gasoduto adentrará o Estado de Goiás pela região sudoeste e alcançará Goiânia, Anápolis, Distrito Federal e o norte do Estado, região de alta demanda de energia pela produção de níquel. Vale ressaltar que a indústria do gás natural é indutora de crescimento econômico regional, pois aumenta a oferta de energia. Neste sentido, o gás natural contribui para o desenvolvimento de novas tecnologias, possibilitando a criação de novas oportunidades de empregos e o fortalecimento do mercado de trabalho local.

      Concomitantemente, a expansão da demanda energética e a crescente preocupação com o meio ambiente motiva a substituição do uso do combustível fóssil por fontes de energia sustentável, e nesse aspecto, o Estado de Goiás se apresenta como um dos maiores produtores de oleaginosas do País, onde a diversidade e a produção expressiva de oleaginosas poderão representar, em curto prazo, a redução do custo de produção a níveis competitivos com o diesel de petróleo, bem como a disponibilidade de volumes crescentes de biocombustíveis.

        Neste cenário de expansão de diversas áreas, tais como da indústria sucroalcooleira, de alimentos, mineração e farmo-química, é fundamental formar mão de obra qualificada nas áreas de Engenharia e, em especial, de Química para atuar nos setores industriais e nos arranjos produtivos da economia do Estado de Goiás. Cabe ressaltar que mais de 80% dos cursos de Engenharia Química estão localizados nas regiões Sudeste e Sul do país, sendo que na região Centro-Oeste a UFG foi pioneira ao criar o curso de graduação em Engenharia Química com o advento do REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais). Ao Instituto de Química da UFG coube a responsabilidade pela criação do curso de Engenharia Química, cuja resolução de criação foi aprovada no CONSUNI/UFG em 27 de junho de 2008 (CONSUNI 13/2008). Para o ano de 2013 é esperada a conclusão de curso pela primeira turma de Engenheiros Químicos no Estado de Goiás e, neste sentido, a criação do curso de Pós-Graduação em Engenharia Química da UFG no nível de mestrado está plenamente justificada no planejamento com a comunidade local e seria mais uma das etapas para consolidação do Estado no incentivo ao desenvolvimento do setor industrial da região. Além disso, na UFG, existe o curso de Graduação em Engenharia de Alimentos que forma aproximadamente 40 engenheiros por ano e o curso de Graduação em Química Industrial que forma, aproximadamente, 30 bacharéis por ano. No estado de Goiás também existem outros cursos de Bacharelado em Química Industrial na Universidade Estadual de Goiás e no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Goiás que formam juntos, mais de 60 bacharéis por ano.

       Levando em conta a necessidade de profissionais especializados nas diversas áreas da Engenharia Química o referido curso de mestrado, contará com as linhas de pesquisa em Processos químicos e biotecnológicos, Gestão, controle e preservação ambiental, Otimização de processos e Sistemas particulados.
 Apesar do curso de Engenharia Química na UFG ser recente, existe demanda pelo curso de mestrado no Estado de Goiás e Região Centro-Oeste, pois muitos profissionais de Goiás formados em outras universidades buscam o curso de mestrado em Engenharia Química fora do estado, principalmente em instituições do sudeste do país. Os cursos de Pós-Graduação em Engenharia Química mais próximo do Estado de Goiás são oferecidos na Universidade Federal de Uberlândia e na Universidade Federal de Minas Gerais. Cada uma delas recebe cerca de 40 candidatos inscritos, no entanto, oferecem apenas 20 vagas.
 Com a crescente valorização da formação multidisciplinar, profissionais de áreas correlatas como da Química, Física, Matemática, Biologia e Farmácia, além das Engenharias que tenham interesse na Pós-Graduação na área de Engenharia Química poderão desenvolver-se sem a necessidade de grandes deslocamentos.


        Outro aspecto a destacar é que a Engenharia Química pertence à área Engenharias II e não à área de Química de Ciências Exatas e da Terra, razão pela qual, os pesquisadores da Engenharia que atuam em programas de pós-graduação em química às vezes têm dificuldade de ter reconhecida, nessa área, sua produção. Existem grandes diferenças na classificação dos periódicos, para as Engenharias II muitos Qualis A1, A2 e B1, podem apresentar uma qualificação inferior na área de Química. Este fato, afeta negativamente a produção dos Engenheiros nos programas de pós-graduação em Química.
Atualmente, o curso de Engenharia Química conta com um corpo docente jovem composto por 8 professores doutores em Engenharia Química provenientes de Programas de Pós-Graduação consolidados nas diversas instituições de ensino das Regiões Sul e Sudeste do Brasil. Além disso, o curso conta ainda com professores doutores, que atuam nas áreas fundamentais. Estes profissionais são responsáveis pela construção do conhecimento, por sua divulgação e pela formação de recursos humanos em nível de Graduação.
Do ponto de vista da implantação do Programa de Pós Graduação, além do comprometimento e envolvimento direto dos docentes responsáveis pelo curso de Graduação em Engenharia Química, existe interesse na participação efetiva de ao menos 2 professores doutores dos cursos de Química e 5 professores doutores do curso de Engenharia de Alimentos da UFG, de modo que o corpo docente do Programa, entre permanentes e colaboradores, conta com a participação de 15 doutores, todos inseridos em grupos de pesquisa, de acordo com o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq.


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